Aplasia cutânea – Caso clínico

Epiteliogênese imperfeita ou aplasia cutânea, refere-se a uma condição na qual áreas distintas do corpo são desprovidas de pele no momento do nascimento. Essa doença já foi relatada em várias espécies de animais domésticos e selvagens, inclusive em suínos de raças brancas e coloridas (Cameron, 2006).

Acredita-se que seja causada por uma característica autossômica recessiva simples, resultante de uma falha primária na diferenciação ectodérmica embrionária (Torrison & Cameron, 2019).

As lesões são arredondadas, ausentes de revestimento cutâneo, deprimidas, possuem tecido umedecido e coloração avermelhada. Ocorrem geralmente nas costas, lombos ou membros dos neonatos. Além disso, o defeito também pode afetar a língua, cavidade oral e zona coronária dos cascos (Sobestiansky et al., 2012).

Nas lesões mais extensas, pode haver infecção por outros microrganismos, com possíveis complicações e septicemia, levando o animal à morte (Torrison & Cameron, 2019).

O diagnóstico pode ser feito com base nas lesões e no fato de se tratar de um problema congênito, observado ao nascimento dos animais (Sobestiansky et al., 2012).

As lesões menores, geralmente não necessitam tratamento, entretanto, naquelas mais extensas recomenda-se a aplicação de antissépticos e cicatrizantes, além do controle de moscas e higiene ambiental. Na grande maioria dos casos, a cicatrização completa das lesões ocorre entre duas e três semanas (Sobestiansky et al., 2012).

Por se tratar de um problema congênito, recomenda-se identificar e eliminar os reprodutores portadores dos genes que condicionam essa doença, a fim de evitar novos casos (Sobestiansky et al., 2012).

? Rafael Franco Fernandes

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