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Colibacilose neonatal – Caso clínico

A Colibacilose neonatal é uma infecção intestinal causada por cepas patogênicas de Escherichia coli (E. coli) que acomete leitões no período neonatal (1 a 5 dias de vida). A manifestação clínica da doença pode se dar de forma mais amena ou mais severa, dependendo da quantidade de fatores de risco envolvidos, da cepa de E. coli que está presente e da dose infectante (SOBESTIANSKY, et al. 1999).
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Os sintomas são de diarreia aquosa e amarelada, resultado da desidratação. O curso da infecção é rápido e nos casos mais graves, pode haver morte dos leitões afetados sem a observação de diarreia. Nesses casos, ocorre a desidratação aguda, com acúmulo de líquidos dentro do intestino delgado, podendo atingir volume equivalente a 30 a 40% do peso corporal (SOBESTIANSKY et al.,1999).
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A manifestação da doença é muito influenciada pela higiene, manejo e condicionamento ambiental da fêmea, para um controle efetivo é necessário identificar e corrigir os fatores de risco. Dentre as medidas preventivas que podem ser tomadas, a vacinação dos animais é uma prática que pode se tornar bastante efetiva, quando adequadamente utilizada.

Os esquemas vacinais propostos pelas empresas que produzem e comercializam as vacinas contra a colibacilose neonatal dos leitões indicam a vacinação das fêmeas durante a gestação: em duas doses, na primeira vacinação (quatro e duas semanas antes do parto); ou, uma dose no caso de revacinação (duas semanas antes do parto). O uso de duas doses em um primeiro contato visa estimular uma maior resposta imunológica, e após esta, uma única dose a cada ciclo reprodutivo na fase final de gestação é suficiente para se obter uma resposta adequada (ANAMI, 2008).

? Gustavo Schlindwein

Escrito por Iana Ferreira

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