PCR quantitativa como ferramenta para monitoria da carga viral

O vírus causador da circovirose suína encontra-se amplamente distribuído no mundo e sua presença nos sistemas de produção manifesta-se de formas variadas. O PCV2 é identificado em animais apresentando ou não sinais clínicos da doença, fator que dificulta o diagnóstico e controle do agente (Segalés, 2005). Atualmente, a forma subclínica é a responsável pelas maiores perdas econômicas nas granjas (Young, 2011). Neste quadro, os animais infectados manifestam a doença de forma silenciosa e apesar de não apresentarem os sinais clínicos característicos da síndrome, há comprometimento no ganho de peso e conversão alimentar. A associação do PCV2 com outras infecções também torna o diagnóstico desafiador. Sabe-se que o vírus é frequentemente observado em combinação com outros agentes bacterianos e virais, exigindo técnicas de diagnóstico específicas e cautela na interpretação dos resultados (Segalés, 2005).

Estudos experimentais demonstram que a redução da performance está fortemente correlacionada com a quantidade de vírus no sangue (Soria, 2015), com a severidade das lesões histopatológicas e com as marcações específicas na técnica de imunoistoquímica (Brunborg et al., 2004; Segalés, 2012). Uma das ferramentas utilizadas para a detecção do PCV2 é a PCR quantitativa (qPCR), um ensaio molecular capaz de quantificar o número de cópias virais presentes no soro, plasma, tecidos e outros fluidos. O monitoramento da carga viral indica qual é a relevância da infecção por PCV2 no animal, sendo um bom marcador da progressão da doença no rebanho (Olvera et al., 2004; Brunborg et al., 2004). A qPCR também pode auxiliar na avaliação da eficiência de estratégias utilizadas no controle do PCV2.

Os resultados laboratoriais devem sempre ser correlacionados com os sinais clínicos e histórico dos animais, uma vez que a circovirose suína é uma doença multifatorial e a presença do agente não é, necessariamente, um indicativo de doença. Conhecendo o status da infecção no rebanho, o Médico Veterinário é capaz de discernir se a detecção do PCV2 está ou não associada a presença de sinais clínicos, assim como se existe uma coinfecção com outros agentes (Madison, 2018).

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