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Retrospectiva de 2020: O que aprendemos sobre PCV2?

Ao longo de 2020, a parceria MSD/Academia Suína reuniu diversos conteúdos relevantes sobre a infecção pelo PCV2. Nos próximos parágrafos, destacaremos alguns dos tópicos que aprendemos, incluindo aspectos importantes sobre os sinais clínicos, evolução viral e controle da doença no campo.

Primeiramente, vimos que além da distinta condição de síndrome multissistêmica do definhamento, diversas outras síndromes estão relacionadas com a infecção pelo PCV2. Estudos mostraram que o vírus também pode provocar desordens reprodutivas, enterites, dermatites, nefropatias e pneumonias. Além dessas apresentações, o PCV2 comumente manifesta-se na forma subclínica (Segalés et al., 2012).

Além dos sinais clínicos, aprendemos que como qualquer outro vírus presente nas granjas, o PCV2 evoluiu ao longo do tempo, sendo possível identificar os genótipos PCV2 a, b, c, d e f. Quando duas variantes de PCV2 trocam material genético entre si (recombinação viral), o resultado pode ser um vírus semelhante ou completamente diferente do que já conhecemos. O problema com a segunda possibilidade é a possibilidade do PCV2 recombinante produzir sinais clínicos e impactos mais severos do que o vírus originais (Schulz, 2020).

Estas informações nos fizeram questionar sobre a vacinação. Será que as vacinas comerciais disponíveis são capazes de fornecer proteção contra os diversos genótipos? E a resposta é sim, vários estudos afirmam que a vacina baseada em PCV2a apresenta alta eficiência contra os diversos genótipos do vírus (Opriessnig et al., 2014).

Adicionalmente, vimos que o momento mais adequado para realizar a vacinação deve considerar a dinâmica de infecção do rebanho em questão. Geralmente, vacina-se os leitões com 3-4 semanas de idade, mas diversos estudos demonstram que atrasar o protocolo em 1 ou 2 semanas também garante resultados positivos.

Também falamos que o PCV2 é necessário, porém não suficiente para reproduzir sinais clínicos. Sua mera detecção não se correlaciona, necessariamente, com a doença ou indica ineficácia da vacina. O diagnóstico definitivo de infecção deve combinar os sinais clínicos, a presença do vírus e as lesões macro e microscópicas (Madson, 2018).

Referências

Schulz, K. Spreading awareness. In: National Hog Farmer. Janeiro, 2020.

Madson, D. PCV2: What pig farmers should know about this evolving virus. In: National Hog Farmer. Maio, 2018.

Opriessnig, T., Gerber, P. F., Xiao, C. T, Mogler, M., Halbur, P. G. A commercial vaccine based on PCV2a and an experimental vaccine based on a variant mPCV2b are both effective in protecting pigs against challenge with a 2013 U.S. variant mPCV2b strain. Vaccine, v. 32, Issue 2, 3 Jan 2014, p. 230-237.

Madson, D. PCV2: What pig farmers should know about this evolving virus. In: National Hog Farmer. Maio, 2018.

Segales, J. (2012). “Porcine circovirus type 2 (PCV2) infections: clinical signs, pathology and laboratory diagnosis.” Virus Res 164(1-2): 10-19.

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