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Roedores: A luta diária na suinocultura

A infestação por roedores em qualquer local é sempre um problema grave a ser enfrentado, na suinocultura não é diferente. Dotados de instintos apurados, prolíficos, extremamente habilidosos e resistentes, os roedores exigem para o seu controle o conhecimento de sua biologia e seus diferentes hábitos. Dentre as espécies que podem ser encontradas no Brasil, as que vivem mais próximas aos humanos são: Mus musculus (camundongo), Rattus norvegicus (ratazanas ou rato do esgoto) e Rattus rattus (ratos de telhado, rato preto ou rato de paiol).

A inspeção cuidadosa do local é de grande importância no programa de controle de roedores. Durante a inspeção deve-se procurar por vestígios que indiquem a presença de roedores, tais como: presença de tocas, ninhos, manchas de gordura nas paredes, roeduras, fezes, pegadas, entre outros. Além disso é importante conhecer a biologia das principais espécies de roedores, isso ajuda a determinar a melhor forma de controle destas pragas. Por exemplo, se soubermos que a espécie presente é o rato-de-telhado, devemos colocar os raticidas em locais altos, e não no esgoto.

As iscas raticidas devem ser dispostas nos pontos de circulação dos roedores, como por exemplo, nos cantos de paredes, entrada de tocas, onde há presença de fezes e roeduras. As iscas não devem ficar muito distante umas da outras, evitar espaços superiores a 25 metros lineares entre pontos, o adensamento ficará em função do grau de infestação presente nas instalações. Os raticidas que possuem ação anticoagulante são produtos altamente eficazes e o uso das diferentes apresentações será realizado de acordo com as características do local e da infestação. O importante é realizar o controle químico de forma que seja favorecida a ingestão do raticida pelo roedor. A definição estratégica da distribuição das iscas, o uso de formulações que não causem desconfiança ao roedor e que sejam de alta palatabilidade, pois os roedores são muito exigentes no que se refere à escolha dos alimentos, a adoção de medidas preventivas, enfim, a implementação de um programa adequado de controle de roedores é fundamental para o controle desta praga.

Após a adoção de um programa de controle de roedores, é fundamental que seja feito o monitoramento deste, onde se avalia o grau de consumo dos raticidas, faz-se a reposição adequada das iscas, a limpeza dos porta-iscas, a avaliação da necessidade de medidas corretivas, a verificação do preenchimento adequado das planilhas de controle, entre outras ações. Este monitoramento tem como objetivo favorecer o sucesso do programa. O registro adequado de todas as ações tomadas durante um programa de controle de roedores pode identificar desvios e apontar melhorias, evitando o comprometimento do programa em andamento, além de dar as diretrizes para a determinação da melhor forma de controle para a unidade em questão.

EM-BR-21-0037

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