fbpx

PCV-2: falha na vacina ou falha na vacinação?

Como em toda atividade, falhas vacinais e de vacinação podem ocorrer. Seja por processo, conservação ou até mesmo na fabricação. Muito mais difícil de ocorrer, a falha na vacina está relacionada a uma deficiência da própria vacina, que é incapaz de estimular uma imunidade protetora no animal. Geralmente, ocorre por erros na formulação, falta de potência ou má qualidade de fabricação. Porém, produtos com estas características, dificilmente são aprovados pelo controle de qualidade das grandes empresas farmacêuticas. As falhas também podem estar associadas à proteção cruzada reduzida ou ausente entre diferentes sorotipos de um mesmo patógeno. Já a falha na vacinação, por outro lado, não tem relação com defeitos da vacina, ocorrendo quando o produto é administrado de forma inadequada, ou seja, falha humana.

Nas granjas, ao observar sinais clínicos ou lesões compatíveis com circovirose suína, por exemplo, não é incomum que os achados sejam erroneamente associados à falha na vacina. Contudo, é necessário considerar que as vacinas contra o PCV2 são extremamente eficientes, de ótimos resultados relacionados à redução da viremia, diminuição de infecções subclínicas e melhora no desempenho. Além disso, vários trabalhos já demonstraram que as vacinas possuem proteção cruzada entre os diversos genótipos. A máxima eficiência do produto, no entanto, é alcançada mediante algumas condições:

  • O momento da vacinação deve ser escolhido com cuidado. Geralmente vacina-se os leitões com 3-4 semanas de idade; diversos estudos experimentais demonstram que atrasar o protocolo em 1 ou 2 semanas também garante resultados positivos. O importante é considerar a dinâmica de infecção do rebanho em questão;
  • Vacinar leitões sob níveis baixos de imunidade materna;
  • Utilizar a dose correta e administrar pela via recomendada pelo fabricante;
  • Respeitar a temperatura de conservação e a data de validade;
  • Não vacinar animais doentes.
  • Respeitar as recomendações do fabricante.

Quando existir falha no desempenho e presença de sinais clínicos compatíveis com infecção, deve-se revisar todos os fatores citados. Ressalta-se que a sintomatologia observada nos quadros de circovirose também se assemelha a outras doenças, exigindo ferramentas laboratoriais para um diagnóstico final.

Em: Schwartz, K. (2013)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *