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Os três passos para o diagnóstico do PCV2

Desde 1999, quando pesquisadores da Embrapa realizaram o primeiro diagnóstico do Circovírus Suíno Tipo 2 (PCV2) no Brasil, a suinocultura nacional tem enfrentado este inimigo silencioso que está onipresente nas granjas e causa grandes prejuízos aos produtores. E, para fazer o diagnóstico do circovírus suíno, o veterinário deve se ater a três critérios básicos: os sinais clínicos, lesões macro e microscópicas, e detecção do vírus (Segalés, 2012; Morés et al., 2012).


O primeiro critério representa a observação de casos clínicos presentes na granja. A manifestação mais comum é a doença sistêmica (PCV2-SD), anteriormente conhecida por Síndrome do Definhamento Multissistêmico Pós-desmame, que causa perda de peso dos animais, retardo no crescimento, dispneia e definhamento, principalmente em animais entre as 8 e 18 semanas de idade. Outra manifestação é a Síndrome da Dermatite e Nefropatia, caracterizada por lesões cutâneas hemorrágicas e necróticas e lesões em forma de petéquias ou necróticas nos rins. Além disso, manifestações de diarreia, anemia, palidez e icterícia também podem estar presentes em animais doentes (Ciacci-Zanella & Morés, 2003). A mortalidade pelo PCV2 em animais em terminação pode variar entre 4 a 20%, além de comprometer o tempo necessário para os animais atingirem o peso de abate (Segalés, 2012).


O segundo critério envolve a observação de lesões na necropsia e no exame histopatológico, principalmente as moderadas e as severas. Conforme Opriessing e Langohr (2012) apontam, lesões macro e microscópicas associadas ao PCV2 podem atingir diversos órgãos e com diferentes graus de severidade. As principais lesões macroscópicas encontradas são aumento de linfonodos, pulmões não colapsados com bordas arredondados e edema de septos interlobulares (Corrêa et al., 2006; Segalés et al., 2019). Já como lesões micro tem-se depleção linfocitária nos linfonodos e baço, pneumonia intersticial e, em cerca de 30% dos casos, encontram-se corpúsculos de inclusão em macrófagos (Morés et al., 2012, Segalés et al., 2019).
Por fim, o terceiro critério envolve avaliar a presença de genoma de PCV2 ou de antígeno anti-PCV2 entre as lesões encontradas, utilizando para isso diferentes técnicas laboratoriais. Kim e Chae (2004), por exemplo, compararam quatro técnicas (isolamento do vírus, PCR, imuno-histoquimica e hibridização in situ) para a detecção de PCV2 em suínos infectados de forma experimental e natural. De acordo com as características microscópicas das lesões, os exames de imuno-histoquimica e hibridização in situ foram os mais recomendados. ELISA, imunofluorescência indireta ou PCR em tempo real também são técnicas que podem ser utilizadas.


A vacinação contra o PCV2 foi uma revolução na suinocultura mundial, diminuindo o seu impacto nas granjas. Porém, por ser uma doença multifatorial, é fundamental que os produtores de suínos, veterinários e técnicos conheçam e apliquem as técnicas necessárias para controle e identificação da doença. Seguir os três critérios para o diagnóstico do PCV2 é um grande passo para promover a sanidade das granjas.

Referências

Ciacci-Zanella, J. R., & Mores, N. (2003). Diagnosis of post-weaning multisystemic wasting syndrome in pigs in Brazil caused by porcine circovirus type 2. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, 55, 522-527. Doi: https://doi.org/10.1590/S0102-09352003000500002

Corrêa, A. M. R., Pescador, C. A., Schmitz, M., Zlotowsk, P., Rozza, D. B., Oliveira, E. C. D., … & Driemeier, D. (2006). Aspectos clínico-patológicos associados à circovirose suína no Rio Grande do Sul. Pesquisa Veterinária Brasileira, 26(1), 9-13. Doi: https://doi.org/10.1590/S0100-736X2006000100003

Kim, J., & Chae, C. (2004). A comparison of virus isolation, polymerase chain reaction, immunohistochemistry, and in situ hybridization for the detection of porcine circovirus 2 and porcine parvovirus in experimentally and naturally coinfected pigs. Journal of Veterinary diagnostic investigation, 16(1), 45-50.

Morés, N., Barcellos, D., & Zanella, J. C. Circovirose suína. In: Sobestiansky J. & Barcellos D. (Eds), Doenças dos Suínos. 2ª ed. Cânone editorial, Goiânia. 273-287.

Opriessnig, T., & Langohr, I. (2013). Current state of knowledge on porcine circovirus type 2-associated lesions. Veterinary pathology, 50(1), 23-38. Doi: https://doi.org/10.1177/0300985812450726

Segalés, J. (2012). Porcine circovirus type 2 (PCV2) infections: clinical signs, pathology and laboratory diagnosis. Virus research, 164(1-2), 10-19. Doi: https://doi.org/10.1016/j.virusres.2011.10.007

Segalés, J., Allan, G. M., & Domingo, M. (2019). Circuviruses. In: Zimmerman, J. Disease of Swine, 11ed, 437 – 487. Hoboken, NJ : Wiley-Blackwell. ISBN: 978-1-119-35092-7