hacklink al hack forum organik hit kayseri escort deneme bonusu veren siteler deneme bonusu veren siteler canlı casino siteleri grandpashabet bahis siteleri justin tvgrandpashabetMostbetbets10casibom girişcasibomdeneme bonusu veren sitelerbets10 güncel girişdeneme bonusu veren sitelerdeneme bonusu veren sitelercasibom güncel girişBetcio Güncelcasibom girişjuulcasibomdeepnude aigrandpashabetRestbet Giriş메이저놀이터카지노사이트먹튀검증토토사이트mostbet girişSekabetCasibom girişdeneme bonusu veren sitelerSekabetBetgarantibets10casibom girişpincomostbetmarsbahisurl shortenerdeneme bonusucasibomcasibomCasibommeritkingpadişahbet girişbets10 girişCasibom casibom 887 com giriscasibom güncel girişpadişahbet girişbahiscasino girişcasibomcasibom 887betturkeymatbetbetbigosavoybettinglimanbetkulisbetbetasuspulibettimebetmarsbahismarsbahismarsbahisjojobet girişonwinmatadorbetmeritking
Casos Clínicos

Úlcera gástrica – Caso Clínico

Um Médico Veterinário foi solicitado para diagnosticar um problema de aumento de mortalidade em marrãs. A granja era de ciclo completo, com aproximadamente 2000 matrizes e reposição interna. As marrãs de reposição permaneciam em baias coletivas até manifestarem o primeiro cio e depois eram transferidas para outro galpão com gaiolas individuais. O arraçoamento dos animais era feito com ração do tipo gestação marrã, fracionados em dois tratos.

Relatou-se que quatro dias após a transferência dos animais de reposição às gaiolas individuais, uma leitoa apresentou fezes escuras, apatia e diminuição de apetite. Nos dois dias subsequentes, mais duas marrãs iniciaram a manifestação dos mesmos sinais clínicos. Suspeitando ser um quadro de ileíte aguda causada pela bactéria Lawsonia intracellularis, os animais foram realocados para gaiolas isoladas. O quadro clínico evoluiu rapidamente para uma palidez intensa, com perda de escore corporal, vômitos, decúbito lateral e relutância a se levantar. As três leitoas vieram a óbito. A granulometria média da ração encontrava-se abaixo dos 500 micrômetros, caracterizando-a como uma ração fina. À necropsia, observou-se palidez acentuada da musculatura e dos órgãos abdominais. A abertura do estômago revelou presença de grande quantidade de sangue coagulado. Na região do quadrilátero esofágico, observou-se área de perda de continuidade da mucosa, com bordas elevadas em relação ao parênquima, regulares e hiperêmicas, características compatíveis com úlcera gástrica. Não foram identificadas lesões macroscópicas nos intestinos, descartando, dessa maneira, um diagnóstico de ileíte e confirmando que a perda de sangue decorrente da úlcera no estômago é que causou a morte dos animais.

A úlcera esofagogástrica tem origem multifatorial é uma das principais causas de morte súbita em reprodutores (Sobestiansky e Barcellos, 2012). A região gástrica afetada nesse caso clínico corresponde ao quadrilátero esofágico (QE), uma zona que não produz muco e por isso é muito susceptível aos efeitos do pH ácido do estômago. A transferência de animais, a restrição de espaço e o jejum prolongado são alguns fatores estressantes que provocam aumento de secreção ácida com consequente falha na integridade da mucosa estomacal (Santos e Alessi, 2016). Rações de granulometria fina (média de partículas com diâmetro inferior a 500 micrômetros) tornam o conteúdo mais fluido, permitindo maior contato da secreção gástrica com o epitélio do estômago.  A temperatura elevada da instalação e mudanças no manejo alimentar, como a troca de uma ração para outra ou variação no número de tratos, também podem contribuir para o aumento da incidência de úlceras gástricas. Portanto, as medidas preventivas devem estar relacionadas ao controle dos fatores de risco mencionados. Deve-se garantir livre acesso de água, granulometria adequada da ração (entre 500 e 600 micrômetros) e diminuição do estresse dos animais (Almeida et al., 2007).

Além da ileíte, outras afecções também são diagnósticos diferenciais de úlcera, tais como torção, síndrome hemorrágica intestinal e disenteria suína. As necropsias e os exames laboratoriais são ferramentas essenciais para o um diagnóstico preciso, um tratamento específico e medidas preventivas eficazes.

? Tatiana Fiuza

Referências bibliográficas

Almeida, M.N.; Lippke, R. T.; Vearick, G.; Mellagi, A. P. G.; Bortolozzo, F. P.; Wentz, I.; Barcellos, D. Aspectos epidemiológicos e controle da mortalidade de matrizes na suinocultura tecnificada. Acta Scientiae Veterinariae. p.35-91, 2007

Guedes, R. M. C,; Brown, C. C.; Sequeira, J. L.. Sistema Digestório. Lima, R. S.; Patologia Veterinária. 2. ed. Roca. Rio de Janeiro, 2016. cap. 3, p. 116-18.

Sobestiansky, J.; Kieckhefer, H.; Úlcera Gástrica. Sobestiansky, J.; Barcellos, D. Doenças dos Suínos. 2. ed.Canone. Goiania, 2012 p. 826-834.