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Vacinação contra Mycoplasma hyopneumoniae – Por que fazer?

A vacinação contra Mycoplasma hyopneumoniae tem se mostrado uma ferramenta útil para controle da infecção e de suas complicações por agentes secundários, induzindo uma menor infiltração de macrófagos nos tecidos do pulmão (Michiels et al., 2017). A maior parte das vacinas comerciais disponíveis atualmente são constituídas por um antígeno inativado, podem ser aplicadas em uma ou duas doses, e podem ser combinadas com outras vacinas. Induzem proteção parcial contra M. hyopneumoniae, e os anticorpos séricos são identificados de duas a quatro semanas a partir da segunda dose da vacina, permanecendo detectáveis por meses (Maes et al., 2021).

Mesmo que a proteção contra o patógeno seja parcial, a vacinação contra M. hyopneumoniae resulta em vantagens como um maior ganho de peso, menos sinais respiratórios, menor número de cópias genômicas de M. hyopneumoniae no suabe nasal e redução das lesões pulmonares (Kim et al., 2021). 

Alguns pontos importantes para se levar em consideração ao confeccionar uma vacina são que o antígeno escolhido seja de alta patogenicidade e que  o adjuvante cumpra com seu papel de estímulo do sistema imunológico de maneira adequada e com segurança. Entretanto, caso ambos esses componentes não estejam em equilíbrio entre eles, de nada adianta garantirmos estas qualidades se, individualmente, eles não se complementarem gerando boa resposta. Além disso, assim como qualquer vacina, vários fatores podem influenciar na sua eficácia. Entre eles estão o não cumprimento de boas práticas de vacinação e de manejo, estresse, coinfecções, a diversidade de cepas de M. hyopneumoniae existentes e a imunidade materna (Maes et al., 2021). Por isso, manter as boas práticas na vacinação, fator que se pode controlar, é fundamental para o sucesso da estratégia de vacinação contra M. hyopneumoniae.

A vacinação é uma excelente ferramenta para mitigar os impactos causados por M. hyopneumoniae no plantel. Além de reduzir a transmissão, melhora a performance dos animais e reduz o número de lesões pulmonares, contribuindo para um melhor peso ao abate e menor possibilidade de condenação parcial ou total da carcaça, resultando em maior rentabilidade para o produtor.

Referências 

Betlach, A. M., Fano, E., VanderWaal, K., & Pieters, M. (2021). Effect of multiple vaccinations on transmission and degree of Mycoplasma hyopneumoniae infection in gilts. Vaccine39(4), 767-774.

Kim, S., Oh, T., Yang, S., Park, K. H., Cho, H., & Chae, C. (2021). Field evaluation of a new single-dose Mycoplasma hyopneumoniae bacterin effects on growth performance. Journal of Swine Health and Production29(4), 180-188.

Maes D, Boyen F, Dellagostin O, Shao G, Haesebrouck F (2020) Vaccines and vaccination against Mycoplasma hyopneumoniae. In: Book Mycoplasmas in Swine. Chapter 11. Editors: Dominiek Maes, Marina Sibila, Maria Pieters. ISBN 978-94-6379-796-2, Acco Publishers, Leuven Belgium. pp: 207–228

Maes, D., Boyen, F., Devriendt, B., Kuhnert, P., Summerfield, A., & Haesebrouck, F. (2021). Perspectives for improvement of Mycoplasma hyopneumoniae vaccines in pigs. Veterinary research52(1), 1-20.

Michiels, A., Arsenakis, I., Boyen, F., Krejci, R., Haesebrouck, F., & Maes, D. (2017). Efficacy of one dose vaccination against experimental infection with two Mycoplasma hyopneumoniae strains. BMC veterinary research, 13(1), 1-10.Um, H., Yang, S., Oh, T., Park, K., Cho, H., Suh, J., … & Chae, C. (2021). Comparative Evaluation of Growth Performance between Bivalent and Trivalent Vaccines Containing Porcine Circovirus Type 2 (PCV2) and Mycoplasma hyopneumoniae in a Herd with Subclinical PCV2d Infection and Enzootic Pneumonia. Vaccines9(5), 450.